FemTech – um segmento que cresce rápido


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Desde 2013 quando Ida Tin, fundadora do aplicativo Clue cunhou o termo FemTech, que este mercado só vê crescer seus investimentos e faturamento. Mas o que é mesmo FemTech? É a união dos termos Female (feminino em inglês) e Technology (tecnologia em inglês também 😉), ou tecnologia feminina em Português. Ou seja, tudo que está relacionado a softwares, aplicativos, sensores, wearables (tecnologia embarcada em dispositivos que podem ser vestidos e/ou usados como relógios, roupas, calçados, etc.). Além de outros produtos e serviços de base tecnológica, que buscam atender e/ou melhorar a saúde da mulher.

A área da saúde da mulher recebe aproximadamente 4% dos investimentos para pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços. Contudo, as pesquisas relacionadas às doenças do sexo masculino, são as que recebem a maior parte dos recursos. Por exemplo, só para pesquisa de câncer de próstata, nos Estados Unidos, são gastos 2% do total dos recursos. Entretanto, esta realidade está mudando, e rápido. Entre 2014 e 2018 foram investidos mais de 1 bilhão de dólares em startups dedicadas à saúde da mulher. Segundo a Frost & Sullivan, o potencial de investimentos até 2025, chegará a 50 bilhões de dólares.

Portanto, as startups de FemTech têm tudo para ser o novo setor disruptivo dentro da tecnologia. “Existe uma necessidade iminente de as empresas de saúde entenderem o potencial de mercado das femtechs e formularem uma estratégia para segmentar, direcionar e posicionar os produtos e serviços de saúde para mulheres.” Segundo a consultoria americana.

No mercado global várias empreendedoras de sucesso ingressaram no mundo das FemTechs, como por exemplo, o caso da startups Natural Cycles, aplicativo aprovado pelo FDA como método contraceptivo.

E como está o Brasil neste cenário?

Por ser um setor incipiente no país, são poucos os dados já compilados sobre este setor. No que diz respeito às startups fundadas por mulheres, por exemplo, e que tenham produtos e/ou serviços voltados para a saúde da mulher, temos menos dados ainda. O Brasil possuí um ecossistema empreendedor consolidado, contando inclusive, com algumas startups unicórnios no seu portfólio. Embora ainda sejam poucos os dados relacionados às mulheres empreendedoras com foco em FemTech.

Mas esta realidade está em processo de mudança, em uma iniciativa inédita, a FemTech Usphera XR, desenvolvedora do MEDvirtua – Simulador de Mamas Virtuais em Realidade Aumentada e a Fourge – Hackeando Seu Negócio se uniram para fazer um mapeamento destas startups. “Nos interessa saber onde estão estas startups, o que elas estão fazendo, quem são suas fundadoras, e quais os motivos que as levaram a empreender” disse Andréia M Martins, CEO da Usphera XR. “Obter estes dados, e a partir deles focar esforços para fazer estas startups crescerem de forma sustentável e escalável, fortalecendo assim, todo o ecossistema empreendedor, é um dos pilares desta iniciativa” nas palavras Luciano Mantelli, CEO da Fourge.

Segundo eles, este é um segmento altamente promissor e ainda pouco explorado no país. Contudo, já podemos ver alguns de seus expoentes, com FemTechs localizadas em SP, MG e RS. Além do mapeamento, estão sendo desenhados outros produtos, para atender um mercado que está em pleno desenvolvimento com muito ainda para crescer. Cada vez mais o empreendedorismo feminino se consolida como uma força propulsora do desenvolvimento do país, muito embora deva ser mais incentivada a presença de mulheres em cargos de liderança, e dentro da área de tecnologia. Bem como deve ser incentivado a diversidade em todos os setores da sociedade.

Curiosidades sobre a diferença de gêneros nos medicamentos

Encontramos aqui um ponto muito importante, por que a metade da população global é composta por mulheres, ou seja, uma vasta gama populacional. Porém, a maioria das pesquisas laboratoriais ainda consideram como sendo o homem, o padrão para a espécie. A industria farmacêutica realiza a dosimetria dos remédios baseado no resultado das pesquisas, e a maioria é testada em homens.

Em um estudo sobre as consequências dos problemas do sono na incidência de acidentes de carro nos Estados Unidos, verificou-se que o risco aumenta quando os motoristas estão sofrendo de privação do sono. Já no caso das mulheres motoristas, a incidência de acidentes aumenta, mas por conta da permanência no organismo dos efeitos provocados pelos remédios para dormir. O FDA – Food and Drug Administration, departamento americano que controla o setor, tem vários estudos sobre o resultado de medicamentos em homens e mulheres. Apesar destes resultados, demorou 21 anos para o FDA autorizar a redução pela metade das doses de remédios para dormir para as mulheres. Muito desta medida foi tomada por causa dos incontáveis acidentes de carros que ocorriam no início manhã, quando as mulheres dirigiam.

O que vem pela frente

Estamos no começo de uma jornada, e teremos ainda um logo caminho pela frente. Neste caminho existem várias barreiras que precisam ser superadas. Até mesmo barreiras culturais. Estamos falando de um segmento que ficou muito tempo focado na doença, e que aos poucos vem olhando para a saúde. Cada vez mais o foco na experiência do paciente está transformando a forma como a medicina lida com o dia-a-dia das pessoas.

E isto que nem falamos na medicina de precisão ou individualizada, que possui todo um novo olhar sobre a paciente e suas necessidades específicas. Muitos dados vem por aí, mas vão ficar para as próximas postagens aqui do blog. Assunto não nos falta para trazer para vocês informação de qualidade e com muito carinho ❤️

Como a tecnologia de Realidade Expandida pode ajudar a reduzir a distância entre gêneros


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Nós enfrentamos nas últimas duas décadas mais transformações do que enfrentamos em toda história da humanidade, e estas mudanças são consideradas como apenas a ponta do iceberg, ainda virão muitas mais. E existem luzes e sombras nesta jornada, e uma delas é a distância entre os gêneros, conforme apontado pela ONU Mulher.

Neste sentido a Indústria da Realidade Expandida tem a oportunidade de promover pesquisa e desenvolver produtos e/ou aplicações para reduzir a distância entre os gêneros na ciência e em muitas outras áreas. Eu estou falando de Tecnologia Feminina ou FemTech, que foi mencionado pela primeira vez em 2013 pela Ida Tin dinamarquesa fundadora do aplicativo Clue. Tecnologia Feminina se refere a softwares, diagnósticos, produtos e serviços que usem tecnologia para melhorar a saúde da mulher.

De acordo com Frost & Sullivan, as Femtech tem um potencial de mercado de U$50 bilhões até 2025. As startups dedicadas ao mercado de saúde da mulher atingiu mais de  U$ 1 bilhão em investimento de 2014 a 2018 e é considerado como sendo o próximo setor disruptivo.

Por séculos, o corpo masculino foi considerado como o padrão para o estudo de anatomia humana, todas as imagens mostrando músculos e pele foram baseadas na estrutura corporal masculina, e isto causou vários erros em dosagens de medicamentos e tratamentos para mulheres, mesmo quando mais da metade da população global é feita de mulheres. “Apenas pense sobre as imagens do esqueleto, nervos e sistema muscular que você já viu antes. Sem pele (e rosto) não é imediatamente óbvio que você está olhando para um homem. E mesmo assim é claro que o padrão é um homem.”

O peso médio do corpo feminino é em média ⅔ do peso do corpo masculino, mas isto não é levado em consideração pelos pesquisadores quando estão calculando as doses de medicamentos, porque a vasta maioria dos testes são feitos com homens. “Aqui vemos um problema, que ainda bem que é o exemplo de um problema bem demonstrado do que acontece quando as mulheres não são consideradas na integralidade das pesquisas médicas” segundo a Dra. Carolyn M. Mazure, Diretora de Pesquisa da Saúde da Mulher na Universidade de Yale.

Se a mulher não é considerada na área da saúde e na ciência, podemos presumir que esta seja a mesma lógica que nos mantém afastadas da maioria dos cargos de direção de grandes empresas, bem como nas posições políticas e outras ocupadas em sua maioria por homens.

Em minha própria experiência, eu posso dizer que é muito difícil atingir certos cargos sendo mulher, e é certo dizer que é ainda pior em países em desenvolvimento, como é o meu caso. Embora não aceitemos esta realidade calmamente, e nós estamos fazendo muitas coisas boas para mudá-la. Eu tive câncer de mama nove anos atrás, alguns meses depois minha filha colocou silicone, mas naquela época nós não tínhamos como saber como iríamos ficar depois da cirurgia, e era difícil para nós não sabermos, nós tínhamos que confiar no médico e rezar para tudo dar certo. Desde o ano passado, aqui no Brasil nós usamos a tecnologia de realidade expandida para desenvolver o MEDvirtua®, um simulador de mamas virtuais em Realidade Aumentada que usa visão computacional para reconhecimento de imagem por inteligência artificial e machine learning. Agora qualquer mulher que queira saber como vai ficar depois da cirurgia pode pedir para seu médico fazer uma simulação, que vai mostrar como ela vai ficar. O simulador ajuda a melhorar a comunicação médico-paciente, reduzindo ansiedades e expectativas errôneas.

Ainda bem que a tecnologia da saúde evoluiu o suficiente para possibilitar o desenvolvimento de empreendedoras de tecnologia como eu mesma, a criar produtos e softwares para atender a este mercado, e com cada vez mais mulheres na tecnologia, nós poderemos começar a mudar este distanciamento histórico entre os gêneros.

Como o MEDvirtua® ajuda as pacientes a entenderem melhor o procedimento cirúrgico


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Quando começamos a pensar na solução do MEDvirtua®, a grande preocupação era inserir a paciente no processo da tomada de decisão sobre o procedimento cirúrgico. Sempre foi necessário que a paciente tivesse uma grande capacidade de abstração para entender o que significariam (por exemplo) 300 mililitros de silicone em termos de volume de mama.

Para o médico, existia uma grande preocupação em atender as expectativas das pacientes, baseados somente em suas palavras e sentimentos quanto ao seu corpo e seus desejos de mudar.

É neste contexto que a solução apresentada pelo MEDvirtua® se encaixa, facilitando a comunicação médico-paciente e tornando o que era apenas imaginação em algo mais concreto, com uma aproximação maior da realidade. As simulações feitas com o MEDvirtua® permitem a paciente visualizar em tempo real os diferentes tamanhos e perfis de próteses, facilitando sua compreensão do procedimento como um todo.

Nos testes realizados com pacientes, obtivemos os depoimentos a seguir que nos deixaram muito confiantes de que estávamos no caminho certo, veja abaixo os depoimentos da Daniela Oliveira e da Roberta Michelon


Lançamento MEDvirtua® na Jornada Brasileira de Oncoplastia – JBO/SP


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Depois de quase um ano de desenvolvimento, muitos testes, aprimoramentos e uma grande pesquisa, o MEDvirtua® foi lançado durante a Jornada Brasileira de Oncoplastia no Centro de Eventos do Shopping Frei Caneca em São Paulo.

No evento os médicos presentes puderam acompanhar as simulações feitas em tempo real, conhecendo mais sobre o uso do software e as especificações do hardware que faz parte da solução MEDvirtua®.

Foi uma experiência incrível para a equipe que desenvolveu a solução porque houve uma grande troca de informações, inclusive solicitações de novas funcionalidades feitos pelos próprios médicos, as quais foram incorporadas no software e já estão operacionais para a versão comercial.

Foi uma oportunidade sensacional de estarmos juntos com tantos profissionais conhecedores da área médica, uma troca de informações e experiências sem precedentes para a equipe do MEDvirtua® – Andreia M Martins – CEO MEDvirtua®

Durante a palestra do Dr. Rodrigo Cericatto – Chief Medical Officer do MEDvirtua® sobre “Novas Tecnologias em Reconstrução Mamária” foi demonstrado o resultado do uso do programa no consultório, e os benefícios obtidos tanto para os médicos como para as pacientes.

Foi uma grande honra participar da Jornada Brasileira de Oncoplastia de 2019, muito obrigada a todos os envolvidos – Equipe MEDvirtua®