Como a tecnologia de Realidade Expandida pode ajudar a reduzir a distância entre gêneros


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Nós enfrentamos nas últimas duas décadas mais transformações do que enfrentamos em toda história da humanidade, e estas mudanças são consideradas como apenas a ponta do iceberg, ainda virão muitas mais. E existem luzes e sombras nesta jornada, e uma delas é a distância entre os gêneros, conforme apontado pela ONU Mulher.

Neste sentido a Indústria da Realidade Expandida tem a oportunidade de promover pesquisa e desenvolver produtos e/ou aplicações para reduzir a distância entre os gêneros na ciência e em muitas outras áreas. Eu estou falando de Tecnologia Feminina ou FemTech, que foi mencionado pela primeira vez em 2013 pela Ida Tin dinamarquesa fundadora do aplicativo Clue. Tecnologia Feminina se refere a softwares, diagnósticos, produtos e serviços que usem tecnologia para melhorar a saúde da mulher.

De acordo com Frost & Sullivan, as Femtech tem um potencial de mercado de U$50 bilhões até 2025. As startups dedicadas ao mercado de saúde da mulher atingiu mais de  U$ 1 bilhão em investimento de 2014 a 2018 e é considerado como sendo o próximo setor disruptivo.

Por séculos, o corpo masculino foi considerado como o padrão para o estudo de anatomia humana, todas as imagens mostrando músculos e pele foram baseadas na estrutura corporal masculina, e isto causou vários erros em dosagens de medicamentos e tratamentos para mulheres, mesmo quando mais da metade da população global é feita de mulheres. “Apenas pense sobre as imagens do esqueleto, nervos e sistema muscular que você já viu antes. Sem pele (e rosto) não é imediatamente óbvio que você está olhando para um homem. E mesmo assim é claro que o padrão é um homem.”

O peso médio do corpo feminino é em média ⅔ do peso do corpo masculino, mas isto não é levado em consideração pelos pesquisadores quando estão calculando as doses de medicamentos, porque a vasta maioria dos testes são feitos com homens. “Aqui vemos um problema, que ainda bem que é o exemplo de um problema bem demonstrado do que acontece quando as mulheres não são consideradas na integralidade das pesquisas médicas” segundo a Dra. Carolyn M. Mazure, Diretora de Pesquisa da Saúde da Mulher na Universidade de Yale.

Se a mulher não é considerada na área da saúde e na ciência, podemos presumir que esta seja a mesma lógica que nos mantém afastadas da maioria dos cargos de direção de grandes empresas, bem como nas posições políticas e outras ocupadas em sua maioria por homens.

Em minha própria experiência, eu posso dizer que é muito difícil atingir certos cargos sendo mulher, e é certo dizer que é ainda pior em países em desenvolvimento, como é o meu caso. Embora não aceitemos esta realidade calmamente, e nós estamos fazendo muitas coisas boas para mudá-la. Eu tive câncer de mama nove anos atrás, alguns meses depois minha filha colocou silicone, mas naquela época nós não tínhamos como saber como iríamos ficar depois da cirurgia, e era difícil para nós não sabermos, nós tínhamos que confiar no médico e rezar para tudo dar certo. Desde o ano passado, aqui no Brasil nós usamos a tecnologia de realidade expandida para desenvolver o MEDvirtua®, um simulador de mamas virtuais em Realidade Aumentada que usa visão computacional para reconhecimento de imagem por inteligência artificial e machine learning. Agora qualquer mulher que queira saber como vai ficar depois da cirurgia pode pedir para seu médico fazer uma simulação, que vai mostrar como ela vai ficar. O simulador ajuda a melhorar a comunicação médico-paciente, reduzindo ansiedades e expectativas errôneas.

Ainda bem que a tecnologia da saúde evoluiu o suficiente para possibilitar o desenvolvimento de empreendedoras de tecnologia como eu mesma, a criar produtos e softwares para atender a este mercado, e com cada vez mais mulheres na tecnologia, nós poderemos começar a mudar este distanciamento histórico entre os gêneros.

Como o MEDvirtua® ajuda as pacientes a entenderem melhor o procedimento cirúrgico


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Quando começamos a pensar na solução do MEDvirtua®, a grande preocupação era inserir a paciente no processo da tomada de decisão sobre o procedimento cirúrgico. Sempre foi necessário que a paciente tivesse uma grande capacidade de abstração para entender o que significariam (por exemplo) 300 mililitros de silicone em termos de volume de mama.

Para o médico, existia uma grande preocupação em atender as expectativas das pacientes, baseados somente em suas palavras e sentimentos quanto ao seu corpo e seus desejos de mudar.

É neste contexto que a solução apresentada pelo MEDvirtua® se encaixa, facilitando a comunicação médico-paciente e tornando o que era apenas imaginação em algo mais concreto, com uma aproximação maior da realidade. As simulações feitas com o MEDvirtua® permitem a paciente visualizar em tempo real os diferentes tamanhos e perfis de próteses, facilitando sua compreensão do procedimento como um todo.

Nos testes realizados com pacientes, obtivemos os depoimentos a seguir que nos deixaram muito confiantes de que estávamos no caminho certo, veja abaixo os depoimentos da Daniela Oliveira e da Roberta Michelon


Lançamento MEDvirtua® na Jornada Brasileira de Oncoplastia – JBO/SP


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Depois de quase um ano de desenvolvimento, muitos testes, aprimoramentos e uma grande pesquisa, o MEDvirtua® foi lançado durante a Jornada Brasileira de Oncoplastia no Centro de Eventos do Shopping Frei Caneca em São Paulo.

No evento os médicos presentes puderam acompanhar as simulações feitas em tempo real, conhecendo mais sobre o uso do software e as especificações do hardware que faz parte da solução MEDvirtua®.

Foi uma experiência incrível para a equipe que desenvolveu a solução porque houve uma grande troca de informações, inclusive solicitações de novas funcionalidades feitos pelos próprios médicos, as quais foram incorporadas no software e já estão operacionais para a versão comercial.

Foi uma oportunidade sensacional de estarmos juntos com tantos profissionais conhecedores da área médica, uma troca de informações e experiências sem precedentes para a equipe do MEDvirtua® – Andreia M Martins – CEO MEDvirtua®

Durante a palestra do Dr. Rodrigo Cericatto – Chief Medical Officer do MEDvirtua® sobre “Novas Tecnologias em Reconstrução Mamária” foi demonstrado o resultado do uso do programa no consultório, e os benefícios obtidos tanto para os médicos como para as pacientes.

Foi uma grande honra participar da Jornada Brasileira de Oncoplastia de 2019, muito obrigada a todos os envolvidos – Equipe MEDvirtua®